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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Confira os indicados de 2010 aos Prêmios Açorianos e Tibicuera!

INDICADOS AO PRÊMIO AÇORIANOS DE DANÇA 2010

1) Melhor Espetáculo
Dar Carne à Memória II
Pessoas – As memórias
Na solidão

2) Melhor Coreografia
Eva Schul – Dar Carne à Memória II
Giuli Lacorte – Na solidão
Ivan Motta – Pessoas – as memórias

3) Melhor Bailarino
Eduardo Severino – Dar Carne à Memória II
Giuli Lacorte – Na solidão
Mariano Neto – Pessoas – as memórias
Tom Nunes – A Primeira Entrega

4) Melhor Bailarina
Cibele Sastre – Dar Carne à Memória II
Didi Pedone – Pessoas – as memórias
Letícia Paranhos – Na solidão
Luciana Paludo – Dar Carne à Memória II
Luiza Moraes – Dar Carne à Memória I

5) Melhor Cenografia
Não há indicações.

6) Melhor Figurino
Eva Schul e Luciane Soares - Dar Carne à Memória I
Ateliê Alfa – Pessoas – as memórias

7) Melhor lIuminação
Arco Íris – Pessoas – as memórias
Lucca Simas – Na Solidão
Fernando Ochôa – A Primeira Entrega
Fabrício Simões – O Resto é Perfume

8) Melhor Trilha Sonora
Arthur de Faria – A Primeira Entrega
Carlinhos Hartlieb , Toneco Costa e Celau Moreira – Dar Carne à Memória I
Ivan Motta – Pessoas –as memórias

9) Melhor Produção
Grupo Hybris e Luka Ibarra – Na Solidão
Jerri Dias - Dar Carne à Memória I e II
Luka Ibarra - Pessoas – as memórias

INDICAÇÕES AO PRÊMIO TIBICUERA DE TEATRO INFANTIL 2010

1) Melhor Espetáculo
A roupa nova do rei
Chapeuzinho vermelho de Ronald Radde
O menino que aprendeu cedo demais
Ópera monstra

2) Melhor Direção
Adriane Mottola por Ópera monstra
Airton de Oliveira por O menino que aprendeu cedo demais
Gilberto Fonseca e João Pedro Madureira por A roupa nova do rei

3) Melhor Ator
Marcos Chaves por A roupa nova do rei
Pablo Capalonga por O menino que aprendeu cedo demais
Rodrigo Mello por Ópera monstra

4) Melhor Atriz
Aline Marques por A almofada, o castelo e o dragão
Daiane Oliveira por Chapeuzinho vermelho de Ronald Radde
Fernanda Petit por Ópera monstra
Letícia Paranhos por Chapeuzinho vermelho de Ronald Radde
Simone de Dordi por A almofada, o castelo e o dragão

4) Melhor Ator Coadjuvante
Lauro Ramalho por Ópera monstra
Leonardo Barison por Criança pensa
Plínio Marcos Rodrigues por A roupa nova do rei
Vinícius Meneguzzi por A roupa nova do rei

6) Melhor Atriz Coadjuvante
Ariane Guerra por A roupa nova do rei
Janaína Pelizzon por Ópera monstra
Lúcia Bendati por A roupa nova do rei

7) Melhor Figurino
Cássio Brasil por Ópera monstra
Claudio Benevenga por O menino que aprendeu cedo demais
Daniel Lion por A roupa nova do rei

8) Melhor Cenografia
Claudio Benevenga e Marcos Buffon por O menino que aprendeu cedo demais
Júlio Freitas por Chapeuzinho vermelho de Ronald Radde
Zoé Degani por Ópera monstra

9) Melhor Iluminação
João Acir por Chapeuzinho vermelho de Ronald Radde
João Acir por Criança pensa
João Acir por Ópera monstra
Nara Maia por O menino que aprendeu cedo demais

10) Melhor Trilha
Álvaro RosaCosta por Chapeuzinho vermelho de Ronald Radde
André Trento por Criança pensa
Arthur Barbosa por O menino que aprendeu cedo demais
Ricardo Severo por Ópera monstra

11) Melhor Dramaturgia
Miriam Benigna e Pablo Capalonga por O menino que aprendeu cedo demais
Roberto Oliveira por A roupa nova do rei

12) Melhor Produção
Airton de Oliveira e Maura Sobrosa por O menino que aprendeu cedo demais
André Oliveira e Grupo Farsa por A roupa nova do rei
Cia Teatro de Stravaganza por Ópera Monstra
Ellen D’avila por Chapeuzinho vermelho de Ronald Radde
Makki Produções por Pum – histórias mal cheirosas

INDICADOS AO PRÊMIO AÇORIANOS DE TEATRO 2010

1) Melhor Espetáculo
Bodas de sangue
Clube do fracasso
Dia desmanchado
Milkshakespeare
Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá

2) Melhor Direção
Camilo de Lélis por Milkshakespeare
Daniel Colin por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá
Luciano Alabarse e Luiz Paulo Vasconcellos por Bodas de sangue
Patrícia Fagundes por Clube do fracasso
Tainah Dadda por Sobre saltos de scarpin

3) Melhor Ator
Felipe de Paula por Milkshakespeare
Leonardo Barison por Fora do ar
Luiz Paulo Vasconcellos por O animal agonizante
Marcelo Adams por A lição
Marcelo Bulgarelli por Dia desmanchado

4) Melhor Atriz
Áurea Baptista por Stand up drama
Gisela Habeyche por Cinco tempos para a morte
Patrícia Soso por Fora do ar
Sandra Alencar por Adoração
Vanise Carneiro por Nove mentiras sobre a verdade

5) Melhor Ator Coadjuvante
Daniel Colin por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá
Eduardo Mendonça por Milkshakespeare
Frederico Restori por Hybris
Mauro Soares por Bodas de sangue
Willian Martins por Sobre saltos de scarpin

6)Melhor Atriz Coadjuvante
Luísa Herter por A lição
Patrícia Soso por Parasitas
Renata de Lélis por Milkshakespeare
Sandra Dani por Bodas de sangue
Vika Schabbach por Bodas de sangue

7) Melhor Figurino
Antônio Rabadan por A caravana da ilusão
Daniel Lion por Sobre saltos de scarpin
Daniel Lion por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá
Juliana Kussler e Renata de Lélis por Milkshakespeare
Rô Cortinhas por Bodas de sangue

8) Melhor Cenografia
Elcio Rossini por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá
Jessé Oliveira e Grupo por O osso de Mor Lam
Luiz Marasca por Hybris
Sylvia Moreira por Bodas de sangue
Zao Figueiredo por Sobre saltos de scarpin

9) Melhor Iluminação
Bathista Freire por Sobre saltos de scarpin
Carol Zimmer por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá
João Carlos Dadico por Dia desmanchado
Maurício Moura e Cláudia de Bem por Bodas de Sangue
Maurício Moura por Milkshakespeare

10) Melhor Trilha
4 Nazzo e Cláudio Bonder por Hybris
Arthur de Faria e Adolfo Almeida Jr por Solos trágicos
Arthur de Faria, Luciano Mello e Marcos Acosta por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá
Bebeto Alves por Milkshakespeare
Jackson Zambelli e Sérgio Olivé por Dia desmanchado

11) Melhor Dramaturgia
Daniel Colin e Felipe Vieira de Galisteo por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá
Diones Camargo por Nove mentiras sobre a verdade
Felipe Mônaco e grupo por Fora do ar
Júlio Zanotta Vieira por Milkshaspeare
Patrícia Fagundes e grupo por Clube do fracasso

12) Melhor Produção
Cecília Daudt e Airton de Oliveira por Sobre saltos de scarpin
Elenice Zaltron e Falos & Stercus por Hybris
Fernando Zugno e Miguel Arcanjo Coronel por Bodas de sangue
Morgana Kretzmann e Patrícia Fagundes por Clube do fracasso
Rodrigo Márquez, Fernanda Marques e Palco Aberto por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SEMANA DE HOMENAGEM A VERA KARAM


Uma homenagem a VERA KARAM por ZECA KIECHALOSKI


MEMORY

Eu tenho uma péssima memória. Conheci Vera Karam, eu acho, lá pelos idos de 1978, no Teatro de Arena, em um curso de improvisação ministrado pelo Luciano Alabarse. A primeira coisa que me chamou a atenção foram seu sapatos. Eram azuis, de bailarina, com tiras que iam se enroscando pelas panturrilhas até o joelho. Ela os adorava. José Gonçalves, o Gonça, adorava dizer que eram sapatos diabólicos. Depois da primeira catastrófica aula, ofereci carona para levá-la em casa. No trajeto conversamos como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Ficamos amigos definitivos naquela noite, já que ao se despedir fui convidado para almoçar no Domingo seguinte.
Eu tenho uma péssima memória. Do grupo de improvisação, que depois viraria “ Grêmio Dramático Açores “, também fazia parte Mauro Soares. Viramos um trio. Fazíamos quase tudo juntos. Ríamos de tudo. Vera tinha um senso de humor incomum. Uma vez quase fomos expulsos do cinema Astor porque tivemos um ataque de riso por causa de uma bobagem acontecida no filme “ A garota do adeus “. Nossas gargalhadas eram sempre fora de hora. Só achávamos graça naquilo que os outros não. De preferência, besteiras. Coisas que nos lembravam outras, que remetiam a outras, e assim por diante. E uma risada engrenava em outra, até pararmos exaustos ou obrigados pelas circunstâncias.

Eu tenho uma péssima memória. Almocei durante anos, todos os domingos, na casa dos Karam, como se dizia na época. Os almoços de Nilo e Margôt eram famosos. Divertidos, opulentos e saborosos. Toca, Lelo e Cau, irmãos da Vera também alimentavam um senso de humor e uma necessidade de conhecimento que eu não conhecia ainda. Lá, fui apresentado a várias coisas que me acompanham até hoje. Escritores malditos, músicos alternativos, artistas desconhecidos, mas, principalmente, um senso de liberdade de expressão único. Falava-se de tudo, na frente de todo mundo, qualquer assunto. Já naquela época, não existiam tabus na casa dos Karam.
Eu tenho uma péssima memória. Vera não. Sua memória era prodigiosa. Quando eu precisava mandar currículo para qualquer trabalho, era ela quem me passava por telefone. Vera dizia sempre que Ter uma memória daquelas não era uma qualidade, e sim uma maldição. Se lembrava até das coisas que não queria. Era de uma inteligência brilhante. Sagaz, irônica, mordaz. Falava de trás para frente. Ficávamos horas vendo como cada palavra soava desta forma. Trocávamos conhecimento. Vera me ensinou a gostar de Arrigo Barnabé. Eu a obriguei a gostar de Elis Regina. Todos os discos da Elis que Vera tinha, fui eu quem deu. Me lembro perfeitamente do dia em que ela, extenuada, confessou que tinha chorado ouvindo Elis cantar “ Cadeira vazia “. Pronto, eu havia arrebanhado mais uma fã. Vera me soterrou de livros de Silvia Plat, até conseguir fazer eu dizer que gostava. E assim foi também com Dóris Lessing ( ela odiava quando eu dizia que Dóris escrevia como homem ), Kurt Vonegutt Júnior, Tenesse Wiliams e tantos outros. Mas, eu tenho uma péssima memória.
Adorávamos São Paulo. Quando Vera morou lá, passeávamos pela Paulista de ponta a ponta, resolvendo os problemas do mundo. Jantávamos fora toda noite, de preferência em cantinas italianas. Uma vez, no “ Orvietto “, sentamos ao lado de Hebe Camargo e da minha ídola Nair Bello. Quase não comemos. Ficamos todo o tempo prestando atenção, para ver se ouvíamos fios de conversa. Certa vez, ao viajar de trem pela Itália, desci em Orvietto, só para tirar uma fotografia na praça da cidade e mandar para ela. Bobagens que só nós entendíamos.
Quando Vera decidiu ser escritora, para mim não foi surpresa. Suas cartas eram literatura. Vera as escrevia com tanto carinho, como fez com seus textos. E, irreversivelmente, à mão. A surpresa foi saber que ela era muito melhor do que eu imaginava. Há uns seis anos atrás, convidei Vera para ir passar um mês comigo em Florianópolis ( ela adorava praia ) em uma casa que eu havia alugado. Adorou o convite, mas disse que não poderia porque não andava se sentindo muito bem e precisava ficar em Porto Alegre fazendo uns exames médicos. A partir daí eu entendi o significado do seu sapato de bailarina. Vera transformou-se, além de uma excelente escritora, em uma dançarina na vida. Às vezes dava belos saltos, em outras ficava quieta em seu solitário solo. E, não raras vezes, brilhava em um “ pas de deux “ com Paulo Albuquerque. Mas, nunca deixou de dançar.
Eu tenho uma péssima memória. Que chato. Agora vou Ter que me concentrar muito para não esquecer de nada do que aconteceu a partir do dia 01 de janeiro de 2003, para lhe contar quando nos encontrarmos novamente. Mas ela merece.

ZECA KIECHALOSKI

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SESSÃO DA CLASSE apresenta MEMÓRIA DO EFÊMERO: A cena na história

16 de junho, às 19h30 Sala Álvaro Moreyra

Como o espetáculo permanece na história? Cinco pesquisadores das Artes Cênicas e da História mostram diferentes formas de reconstituir a memória do efêmero de um espetáculo. Os vestígios na memória dos artistas e dos espectadores, nos registros em vídeo ou ainda relacionados ao espaço no qual ele ocorre.





Palestrantes:
Alice Dubina Trusz
Doutora em História pela PPGH/UFRGS
O papel do teatro na dinâmica da construção social do cinema como espetáculo entre 1896 e 1908

Betha Medeiros
Atriz, Professora e Mestre em Artes Cênicas PPGAC/UFRGS
Tecendo Os reis vagabundos com fios de memória

Cibele Sastre
Bailarina, Coreógrafa, Professora, Mestre em Artes Cênicas PPGAC/UFRGS e Analista de movimento Laban (CMA)
Nada é sempre a mesma coisa

Maria Luiza Martini
Professora Dra do Programa de Pós-Graduação em História/UFRGS
Lugares do ator no espetáculo: memória do efêmero

Newton Pinto da Silva
Jornalista e Mestre em Artes Cênicas PPGAC/UFRGS
Teatro em Porto Alegre nos Anos 1980: uma história narrada a partir de documentos em vídeo veiculados na TVE/RS

Coordenação da mesa: Dra. Nádia Maria Weber Santos
Coordenadora do GT de História Cultural do ANPUHRS, Dra. em História UFRGS e Professora no Mestrado em Memória Social e Bens Culturais UNILASALLE

Realização: SMC/Prefeitura de Porto Alegre e GT de História Cultural – ANPUH/RS

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sessão de muita classe, história, arte e cultura, por HELENA MELLO

Veja aqui um relato sobre a Sessão da Classe sobre a MEMÓRIA DO EFÊMERO.

Betha Medeiros, Newton Silva, Cibele Sastre, Alice Dubina Trusz,
Maria Luiza Martini e Nádia Weber Santos durante o evento















Sessão da classe recebe os convidados com vinho e café, o que em noites mais frias já é um aconchego. A abertura do último encontro ficou por conta da coordenadora Nádia Maria Weber Santos, doutora em História da UFRGS. A primeira a falar foi Alice Dubina Trusz, também doutora em história pela UFRGS. Ela mesclou em sua pesquisa teatro, cinema, história e jornalismo. Sua pesquisa foi sobre cinema como espetáculo entre 1896 e 1908. Foi aos jornais para resgatar a história de uma época em que o cinema era novidade e que precisava acontecer junto com outras atividades como o circo, o teatro, as feiras. E, por não haver como registrar isso por meio de imagens, os jornalistas descreviam tudo detalhadamente. O cinema aparecia junto com gêneros espetaculares, como as touradas. Ela explica que não era para imaginar um cinema como o de hoje. Ela se referia a um projetor chamado Lanterna Mágica que mostrava imagens fixas. Foram 30 anos destas experiências. “Uma espécie de Power point dos dias de hoje”, disse ela, arrancando risadas da plateia. Cheia, por sinal. Mais tarde, o cinema se sedentariza. Ocupa espaços teatrais em dias determinados até 1908 quando surgem as pequenas salas legitimadas como espaço de cinema, havendo uma regularização e chegando ao que conhecemos hoje.

Platéia do Sessão da Classe: MEMÓRIA DO EFÊMERO
ao fundo a diretora de Os Reis Vagabundos, Maria Helena Lopes



Betha Medeiros inicia a sua apresentação sobre sua pesquisa do espetáculo os Reis Vagabundos comentando as relações que levam a considerações sobre o teatro falado, que leva ao corpo do ator e ao corpo criador do sé
culo XXI. Ela também recorre aos jornais e conta que pouco era guardado do material dos espetáculos, que as fotos iam parar nos setores de divulgação da imprensa. Também não escapou de outra prática da comunicação: as entrevistas. Segundo ela, estas foram gerando uma polifonia, um imenso quebra-cabeça. Fiapo, o cenógrafo do espetáculo, lembrou que não conhecia a palavra clown e que eles faziam um trabalho de improvisação como mendigos, catadores de lixo nas ruas, mas que, um dia, a diretora Maria Helena Lopes chegou nos ensaios com os “narizes” e tudo mudou. Betha não esconde a admiração que tem pela diretora (que estava presente aquela noite). Ela reforça que se tratava de uma peça sem texto e que, no entanto, provocou fortes e inesquecíveis impressões. Projeta fotos do espetáculo e a música enche a sala, mostrando a importância daqueles registros resgatados pelo seu trabalho apaixonado.
A próxima a falar é Cibele Sastre. Ela reaparece com o seu ótimo título: Nada é sempre a mesma coisa. Cibele já não fala só da notação de movimento de Laban, mas de sua apropriação. Comenta o quanto o coreógrafo ajudou no registro e difusão da coreografia, criando estes códigos para compartilhar os movimentos do corpo. Mas Cibele não se contentou com isso. Em sua pesquisa, usou este código, que até então era uma tarefa de movimento, como motor de um processo, como um dispositivo, como ela mesmo disse. Seu Power point com as imagens não funcionou. Ainda bem. Mal sabe ela o quanto foi prazeroso vê-la levantar e usar o próprio corpo para explicar do que ela estava falando. Se sua fala ainda não tinha convencido alguém, não tenho dúvida de que aqueles movimentos perfeitos, aquela consciência corporal exata e ao mesmo tempo flexível, fizeram isso.
A próxima palestrante, doutora em história, Maria Luiza Martini começa falando, emocionada, da importância da história cultural ter dado espaço para esta mistura com a arte. Recorda sua professora Sandra Pesavento e sua batalha para este reconhecimento. Ela diz que, enquanto a história está sempre se esforçando para expressar como foi, a memória é fazer aparecer o efêmero da ficção. Fala das categorias sintáticas, ou seja: quem, como, quando, onde. Aos poucos, ela vai puxando lembranças sobre os espetáculos e reforça a ideia de que para que possamos lembrar é preciso compartilhar o passado, pois a memória não vem completa. São aparições e no movimento de aproximação, elas apresentam falhas. Segundo ela, é preciso aceitar “o caráter lacunar e não ter medo de ter estas visões”. Maria Luiza segue fazendo análises sobre estes registros e diz que para saber mais detalhes precisaria encontrar outro ator que também estivesse com ela. Ela enfatiza este caráter da troca e fala em “historiografar as emoções na arte e na memória, partindo do contexto evocativo.
Newton Pinto da Silva ficou por último. Ele comenta como chegou ao Acervo de 24 programas da TVE que apresentavam espetáculos teatrais e entrevistas com os atores de 1987-1990. Intercala sua fala com pequenos trechos destes. Assim, vemos Tangos e Tragédias, A mãe da miss e o pai do Punk, Ostal, entre outros. Ele não apenas resgatou este material, mas partiu para as relações com a historiografia, usando para isso, como ele sempre gosta de frisar, os conceitos de Michel de Certeau, entre outros importantes autores. Fez um trabalho profundo selecionando, editando, reagrupando as imagens. Ele revela parte do processo para chegar aqui, partindo da seguinte pergunta: “como deixar falar estes documentos?”. A partir disso, não sem muitas dúvidas a serem solucionadas, ele criou nove categorias e elaborou um painel da cena teatral do período, onde aparece a força da estética experimental, a variedade de repertório e o hibridismo de gêneros.
Mesmo que os convidados não soubessem o quanto suas pesquisas tinham em comum, a organização foi perspicaz na reunião dos palestrantes que, apesar de não poderem se aprofundar muito devido ao tempo, tornaram a noite extremamente interessante. Todas as falas provocaram o desejo de saber mais sobre os assuntos apresentados. Assim, acho que a proposta dessa Sessão de classe não só cumpriu o seu papel como foi além.

Helena Mello
Jornalista e mestre em artes cênicas PPGAC/UFRGS

Veja todas as postagens sobre esta edição do
Sessão da Classe:MEMÓRIA DA CENA AQUI

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sessão da Classe apresenta Memória do Efêmero por Raquel Pilger




Porto Alegre conta com aproximadamente 45 salas de espetáculos que abrigam, a cada ano, mais de uma centena de espetáculos de teatro, dança e eventos. Na cidade acontecem anualmente festivais de teatro, dança, teatro de rua e de bonecos. Existe um programa de descentralização da cultura. Há uma faculdade de dança, uma de teatro e um programa de pós-graduação em Artes Cênicas. Duas escolas formadoras de atores, centenas de escolas de dança e uma infinidade de oficinas e cursos para a formação de artistas e técnicos.
A Secretaria Municipal de Cultura publica o Anuário de Artes Cênicas. Na Casa de Cultura Mário Quintana existe o Espaço de Memória do Ator Gaúcho e, no Teatro de Arena, o Espaço Sonia Duro – Centro de Documentação e Pesquisa em Artes Cênicas, ambos sob a guarda do governo estadual. Nas últimas décadas, pode-se verificar o aumento de publicações acerca de processos de criação e de história de grupos locais. E há, ainda, nos diversos programas de pós-graduação das universidades de Porto Alegre, pessoas pesquisando sobre o teatro e a dança produzidos aqui. Diante dessa realidade propomos algumas provocações: como essa produção artística permanecerá na memória? Como se relacionam os diversos agentes produtores e receptores desses bens culturais? Quais os conhecimentos que daí resultam? Há nos artistas a preocupação de preservar a história de sua experiência artística? Como essa história se situa na constituição da identidade cultural da cidade? Há muito pano pra manga...

Raquel Pilger
Atriz, especialista em Artes Cênicas e co-organizadora do Memória do Efêmero

Veja a programação completa do
Sessão da Classe | MEMÓRIA DO EFÊMERO
É só clicar AQUI para acessar a postagem com toda a programação do dia 16 de junho.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sessão da Classe apresenta MEMÓRIA DO EFÊMERO e o DOCUMENTO EM VÍDEO, por Newton Silva

Teatro em Porto Alegre nos Anos 1980:
Uma história narrada a partir de documentos em vídeo veiculados na TVE/RS

Blackout. As luzes se apagam lentamente. A cena, no palco, desaparece: último ato da peça que termina a temporada para sempre. Na plateia, espectadores gravam na retina o momento que nunca mais se repetirá. Lembrança, memória, registro do irrecuperável. Uma imagem que ficou, ou se foi, no turbilhão de fragmentos do cotidiano.

O Ferreiro e a morte, direção de Camilo de Lélis - foto Cláudio Saldanha















A apresentação teatral, por seu caráter efêmero, constrói uma relação especial com o tempo que é diferente de outras linguagens artísticas, como a literatura, cinema ou artes visuais. Nelas, a existência de um documento (livro, filme, pintura, escultura, etc.) garante ao receptor a possibilidade de ler-reler ou ver-rever o objeto estético. Ainda que o espectador retorne à mesma obra em vários momentos de sua vida e que, modificado como sujeito, tenha outras interpretações e sensações no momento da nova fruição, aquele objeto artístico permanece igual. O que muda são as circunstâncias do ato receptivo. A obra foi realizada no passado pelo artista mas é recebida no presente pelo espectador, fato que configura uma tensão entre o “passado da obra” e o “presente da recepção”.

Nas artes cênicas ou em ações artísticas performáticas, a relação entre obra e espectador acontece de outra maneira. Durante a realização do espetáculo (no momento do acontecimento real – a encenação) reina o tempo presente, o aqui agora. É uma sucessão de imagens, sons e textos enunciados, sem possibilidade de retorno. O tempo da representação teatral e da recepção ocorre, obrigatoriamente, de forma sincrônica por meio de ações feitas e recebidas no presente. O mesmo espectador, caso volte ao teatro em outro dia, para ver a mesma obra, não assistirá ao mesmo espetáculo. Os signos cênicos poderão se repetir em cena mas com variações de intensidade na execução no trabalho do ator, no uso do espaço cênico ou na iluminação. A principal diferença em relação às demais linguagens artísticas está no fato de que a obra nunca será a mesma. Aqui, o processo comunicativo apresenta o embate simultâneo entre o “presente da obra” e o “presente da recepção”. Ao final de cada espetáculo, a obra desaparece para sempre. Restam apenas rastros de seu acontecimento na memória dos espectadores.

Diante destas características do fato teatral, como guardar para a posteridade a cena que não voltará mais? Como concretizar uma cultura imaterial, como as artes cênicas, em documentos e imagens para a história? De que maneira a gravação do espetáculo em vídeo, um dos recursos tecnológicos da contemporaneidade, contribui neste registro da memória?

programa da peça A mãe da miss e o pai do punk
direção de Luiz Arthur Nunes

São perguntas que surgiram a partir da pesquisa de mestrado Palcos da Vida: o vídeo como documento do teatro, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAC/UFRGS) e defendida em 14 de julho de 2010. O trabalho investiga os processos de produção e de experimentação teatral, em Porto Alegre, nos anos 1980, a partir de registros em vídeo feitos pela TVE/RS. Nos últimos três anos daquela década, a emissora pública de televisão gravou diversos espetáculos teatrais que estavam em cartaz na cidade. Os programas, com o título Palcos da Vida, apresentavam cenas das peças e depoimentos de atores e diretores. A pesquisa lança um olhar sobre aquele momento histórico e, por meio das gravações, ressalta a importância do vídeo como documento do teatro.

Que testemunhos o texto televisivo (entendido como a fusão de imagem, som, linguagem verbal e práticas de montagem) pode fornecer sobre a encenação teatral (o texto espetacular), como evidência dos acontecimentos cênicos? Que aspectos estão envolvidos no encontro entre teatro e televisão? Seria possível reconstituir um painel das artes cênicas, ainda que fragmentado, tendo como base os vídeos realizados e exibidos no Canal 7? E quais são as contribuições e os limites destes documentários como registro do fazer teatral?

Frame da gravação de OSTAL para o programa Palcos da Vida
Montagem do Ói Nóis Aqui Traveiz














A pesquisa enfoca os espetáculos A Mãe da Miss e o Pai do Punk (direção de Luiz Arthur Nunes), A Verdadeira História de Édipo Rei (Grupo Gregos & Troianos), Escondida na Calcinha (direção de Patsy Cecato), Império da Cobiça (Grupo TEAR), O Ferreiro e a Morte (Grupo Teatral Face & Carretos), Ostal (Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz) e Tangos e Tragédias (de Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky). O conjunto traça um painel das artes cênicas do Rio Grande do Sul, constituindo-se em um importante acervo sobre a produção e a encenação teatrais.

Se você quiser acessar a dissertação do Newton Silva, é só clicar AQUI.

E para a programação completa do
Sessão da Classe | MEMÓRIA DO EFÊMERO

É só clicar AQUI para acessar a postagem com toda a programação do dia 16 de junho.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Memória da cena dos anos 80

Acabou de ser lançado o último livro da série MEMÓRIA DA CENA, agora com o registro dos espetáculos da década de 80!!! E o livro está disponível por meros R$5,00 na Livraria Ilhota
(que agora tá funcionando nos altos do Mercado Público, entre 9h e 17h).

Então, se você trabalhou em teatro ou dança na década de 80 em Porto Alegre, assistiu algum espetáculo e gostaria de lembrá-lo, ou mesmo tem curiosidade de saber o que acontecia, procure o livro Memória da Cena - 1980 - 1989, e reviva as emoções daquela época.

A Lurdes Eloy, que foi quem organizou o livro, dá aqui a letra de como um dos espetáculos daquela década - o Que se passa Chê de 1982 - reverbera na sua memória:

Lembro Carlinhos Carvalho mergulhado na história do Che Guevara, escrevendo e ensaiando... Hamilton Mossmann, amigão de tantos outros espetáculos e comerciais, sempre com um humor impecável, hoje deve estar noutras instâncias contando piadas para o Carlinhos e para Bira Valdez, que apressadamente também viajou. Márcia Erig, companheira de outros espetáculos; Araci Esteves, presença segura e tranquila; Oscar Simch, um homem de perto; Marília Rossi, na época, linda e apaixonadíssima pelo Hamilton; e nós, Carlos Cunha e eu, também viajando a mil naquela história.....

Pronto, não entendeu, nem conhece ninguém? Calma, procura em outra página, quem sabe
Bailei na Curva, de 1983? Sim, de 1983!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sessão da Classe apresenta MEMÓRIA DO EFÊMERO e os fios de memória dos artistas e do público

TECENDO OS REIS VAGABUNDOS
COM FIOS DE MEMÓRIAS

de Betha Medeiros

O importante para o autor que rememora, não é o que ele viveu, mas o tecido de sua rememoração, o trabalho de Penélope da reminiscência. Ou seria preferível falar do trabalho de Penélope do esquecimento? Walter Benjamin

Em sua pesquisa Betha Medeiros mergulhou no universo da montagem e das apresentações da peça Os Reis Vagabundos do grupo teatral Tear, de 1982, rememorado pelos participantes da criação bem como pelo seu público. Esta peça é considerada um marco do teatro gaúcho e onde sua encenadora, Maria Helena Lopes, lançou mão de seus principais conceitos de trabalho: jogo dramático, improvisação, técnicas de clown e análise de movimento.

Veja abaixo a edição do artigo da Revista Gambiarra
(a versão completa está acessível aqui)

Escolhi, dentre as várias peças que Maria Helena encenou junto com seu grupo Tear, centrar meu projeto em Os Reis Vagabundos de 1982, cujo tema é o dia-a-dia de um grupo de catadores de lixo e que é considerada, pela própria encenadora, como o trabalho de sua vida, o qual ela levou sete anos gestando até conseguir levá-lo a público.

O que esta peça tinha, afinal, de tão especial que se destacava de todas as outras também fundamentais para o teatro gaúcho? Será que era, mesmo, tão especial assim?
Com esta questão, parti em busca de documentos escritos, fotos, reportagens, memórias em forma de depoimentos e entrevistas para tentar montar um painel, uma “colcha de retalhos” que pudesse ajudar a esclarecer a mim e, posteriormente, aos leitores deste trabalho, o porquê, realmente, de Os Reis Vagabundos serem lembrados até hoje.

Para as entrevistas escolhi seis pessoas que assistiram e que se propuseram a conceder seus depoimentos sobre o que recordavam da peça. Por outro lado, contatei os atores, o cenógrafo, o escriba, os músicos criadores da trilha sonora e a encenadora para me relatarem as suas lembranças sobre a montagem e encenação.

Nesta busca pelas memórias alheias no intuito de preencher o vazio de detalhes das minhas próprias, a cada entrevista, a cada imagem, a cada documento coletado, era como se as peças de um grande quebra-cabeças fossem se encaixando e me permitindo constatar a grandeza não só do resultado – a peça em cartaz – mas do processo como um todo.

Durante a apresentação para a banca de qualificação do mestrado, surgiu a hipótese de que diante da forte emoção sentida na apresentação do clip com algumas fotos e a música, a peça na verdade, não acabara. Pois, depois de todo esse tempo de pesquisas e entrevistas pude constatar que ela está sim, bem viva na memória e na emoção de muitas pessoas, contrariando o conceito de efemeridade da atuação teatral, pois enquanto nossa atenção for despertada por um morador de rua e suas precárias e “criativas” moradias, enquanto nos preocuparmos com o lixo e o descarte,
Os Reis Vagabundos estarão bem vivos em nossa memória e em nosso coração nos emocionando e não nos permitindo acomodações.

Link para a dissertação completa AQUI

Blog construído como auxílio ao processo: Teatro Líquido

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sessão da Classe apresenta Memória do Efêmero por Cibele Sastre

"Ele [Laban] defendia a idéia de que os fundamentos de uma cultura se jogam nas relações particulares entre uma determinada gestão do peso e os valores de expressividade, através dos fluxos e dos tratamentos do espaço e do tempo. A impossibilidade de nossa organização lingüística de abarcar o sentido profundo do movimento levou-o à aventura do seu sistema de notação, que não se apóia numa metáfora lingüística, e sim numa representação pictográfica que responde, analogicamente, aos estados do corpo ainda não projetados na esfera da interpretação lingüística. "
Hubert Godard, no artigo "Gesto e Percepção" do livro Lições de Dança 3 (UniverCidade do Rio de Janeiro)


Neste encontro pretendo abordar de forma sintética, a memória na dança para quem faz dança. Especificamente, a busca pelo registro de uma manifestação que se dá no corpo, mas que estabeleceu, por muito tempo, uma relação direta com a música. Lembra-se de uma dança quando se escuta sua música. Som e imagem, espaço e tempo são processados em esquemas corporais de memória cinestésica para o dançarino e eventualmente para o coreógrafo. No momento em que a dança rompe esta relação de dependência na modernidade, faz-se necessário pensar com mais precisão e detalhe em modos de registro e relato do movimento dançado. Criar um sistema de notação para o movimento, de descrição dos diferentes aspectos que compõem o movimento e sua singularidade e tornar esse uma referência universal foi uma das buscas de Rudolf Laban, bailarino, coreógrafo e arquiteto áustro-húngaro que apresentou seu sistema de notação de movimento ao mundo no início do século XX. A kinetografia Laban, mais tarde conhecida como Labanotação, foi uma das mais bem sucedidas propostas de notação de movimento naquele momento da história, tornando possível uma relação do dançarino com o movimento de maneira muito peculiar. Uma ‘alfabetização’ do movimento pode ser feita através da leitura dos símbolos que compõem uma representação dos conceitos de espaço e corpo, com suas dinâmicas temporais e fraseamentos. Isso teve um impacto significativo para a cena de então, desdobrando-se pela Europa e Estados Unidos e atualmente sendo revisitada nos ambientes acadêmicos de dança de todo o mundo. Assim como na música, uma partitura de símbolos passou a escrever os passos da dança aprimorando seus processos de aprendizado e difusão. Notações decorrentes como a Notação por Motivos foram sendo utilizados em salas de aula e em processos de criação. Um grande esquema de analogias se constrói sobre esta ideia inicial de registro de movimento. Os aspectos positivos e outros nem tanto da formulação de Laban, bem como as decorrências desta proposta para Labanalistas em movimento, atualizando e ampliando essa discussão serão pontos de partida para o debate, que tomam como base a pesquisa desenvolvida no mestrado em Artes Cênicas do PPGAC da UFRGS na linha de pesquisa de processos de criação cênica: Nada é sempre a mesma coisa: um motivo em desdobramento através da Labanálise.

Cibele Sastre

Bailarina, Coreógrafa, Professora, Mestre em Artes Cênicas PPGAC/UFRGS e Analista de movimento Laban (CMA)
“A política e a arte, tanto quanto os saberes, constróem “ficções”, isto é, rearranjos materiais dos signos e das imagens, das relações entre o que se vê e o que se diz, entre o que se faz e o que se pode fazer.”
Jacques Ranciére, no livro A partilha do Sensível


Para ver a dissertação completa veja AQUI.

Veja a programação completa do
Sessão da Classe | MEMÓRIA DO EFÊMERO
É só clicar AQUI para acessar a postagem com toda a programação do dia 16 de junho.

sábado, 18 de dezembro de 2010

CONFIRA OS VENCEDORES DO PRÊMIO AÇORIANOS DE TEATRO E DANÇA E TIBICUERA DE TEATRO INFANTIL 2010!

VENCEDORES DO PRÊMIO AÇORIANOS DE DANÇA 2010

1) Melhor Espetáculo
Dar Carne à Memória II

2) Melhor Coreografia
Eva Schul, por Dar Carne à Memória II

3) Melhor Bailarino
Mariano Neto, por Pessoas – as memórias

4) Melhor Bailarina
Didi Pedone, por Pessoas – as memórias

5) Melhor Figurino
Ateliê Alfa, por Pessoas – as memórias

6) Melhor lIuminação
Lucca Simas, por Na Solidão

7) Melhor Trilha Sonora
Ivan Motta, por Pessoas –as memórias

8) Melhor Produção
Jerri Dias, por Dar Carne à Memória I e II

VENCEDORES DO PRÊMIO TIBICUERA DE TEATRO INFANTIL 2010
1) Melhor Espetáculo
O menino que aprendeu cedo demais

2) Melhor Direção
Adriane Mottola por Ópera monstra

3) Melhor Ator
Pablo Capalonga por O menino que aprendeu cedo demais

4) Melhor Atriz
Fernanda Petit por Ópera monstra

4) Melhor Ator Coadjuvante
Leonardo Barison por Criança pensa

6) Melhor Atriz Coadjuvante
Janaina Pelizzon por Ópera monstra

7) Melhor Figurino
Cássio Brasil por Ópera monstra

8) Melhor Cenografia
Claudio Benevenga e Marcos Buffon por O menino que aprendeu cedo demais

9) Melhor Iluminação
Nara Maia por O menino que aprendeu cedo demais

10) Melhor Trilha
Arthur Barbosa por O menino que aprendeu cedo demais

11) Melhor Dramaturgia
Roberto Oliveira por A roupa nova do rei

12) Melhor Produção
Airton de Oliveira e Maura Sobrosa por O menino que aprendeu cedo demais

VENCEDORES DO PRÊMIO AÇORIANOS DE TEATRO 2010
1) Melhor Espetáculo
Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá

2) Melhor Direção
Daniel Colin por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá

3) Melhor Ator
Marcelo Bulgarelli por Dia desmanchado

4) Melhor Atriz
Vanise Carneiro por Nove mentiras sobre a verdade

5) Melhor Ator Coadjuvante
Eduardo Mendonça por Milkshakespeare

6)Melhor Atriz Coadjuvante
Renata de Lélis por Milkshakespeare

7) Melhor Figurino
Daniel Lion por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá

8) Melhor Cenografia
Luiz Marasca por Hybris

9) Melhor Iluminação
Bathista Freire por Sobre saltos de scarpin

10) Melhor Trilha
Jackson Zambelli e Sérgio Olivé por Dia desmanchado

11) Melhor Dramaturgia
Patrícia Fagundes e grupo por Clube do fracasso

12) Melhor Produção
Rodrigo Marquez, Fernanda Marques e Palco Aberto por Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá



terça-feira, 7 de junho de 2011

Teatro Aberto apresenta NO PALCO RUTH DE SOUZA

de 07 a 28 de junho
Sempre às terças feiras, às 20h
Sala Álvaro Moreyra
Entrada franca
(Senhas 1 hora antes)
Duração 30 min














Memória é o que define este espetáculo: memória da atriz Ruth de Souza, do Teatro Experimental do Negro e das atrizes que trazem à cena momentos importantes da vida desta grande estrela. A cena propõe-se a mostrar um palco onde transita a jovem Ruth, seu sonho de ser atriz e alguns personagens que marcaram sua trajetória no palco. O espetáculo é composto por pequenos quadros, dialogando com projeções de vídeos e gravações em áudio que contribuem com a narrativa. Através destes elementos e de símbolos, mostra-se como Ruth de Souza, uma atriz que representa a memória viva do Teatro Brasileiro, idealizou e consolidou sua carreira, enfrentando barreiras e preconceitos, persistindo no sonho de ser artista, um sonho de menina concretizado na vida, e que hoje serve de inspiração a essas jovens atrizes que interpretam No palco Ruth de Souza.

Elenco Lucila Clemente e Josiane Acosta
Orientação Mirna Spritzer
Vozes em off Luiz Franke e Mirna Spritzer
Iluminação Paulo Rodriguez
Operação de áudio Diego Neimar
Operação de vídeo Vanessa Acosta
Fotos de Elenco Kiran Frederico León

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

RELATÓRIO DE ATIVIDADES- Coordenação de Artes Cênicas 2011

Em 2011 a Coordenação de Artes Cênicas deu prosseguimento ao desenvolvimento de projetos, todos voltados à gestão das artes cênicas no município de Porto Alegre, como os seguintes: ADMINISTRAÇÃO DOS TEATROS PÚBLICOS MUNICIPAIS (Teatro Renascença, Teatro de Câmara Túlio Piva e Sala Álvaro Moreyra) que juntos totalizaram 894 eventos para um público total de 63.529 pessoas.
PROJETO NOVAS CARAS que incentiva novos talentos.
PROJETO TEATRO ABERTO que incentiva grupos que trabalham com teatro experimental. Ambos projetos de formação de platéia.
CIRCO DA CULTURA, um projeto em parceria Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) e coordenada pela Associação Rede do Circo, realiza oficinas de circo e música para crianças e adolescentes em dois Centros de Referência de Assistência Social no Bairro Bom Jesus e Restinga que em 2011 atendeu cerca de 120 menores em situação de risco.
3ª MOSTRA DE TEATRO INFANTIL DE PORTO ALEGRE em pareceria com o SESI-RS / FIERGS, SESC-RS e SATED. Ao todo, foram 27 apresentações culturais em espaços fechados e a Rua da Criança, que juntos somaram um púbico de aproximadamente 6790 crianças e adultos que atingiu 54 entidades públicas de 30 diferentes bairros da cidade, além de 32 ônibus contratados para o transporte das escolas mais carentes aos teatros.
FESTIVAL DE TEATRO DE RUA DE PORTO ALEGRE. A SMC realiza o festival, em parceria com outras instituições, desde 2009. O Festival traz à cidade grupos nacionais e locais de teatro de rua, além de oficinas e workshops.Neste ano, o festival reuniu 6 grupos de teatro do RS e 4 convidados nacionais. Ao todo, foram 30 apresentações que atingiram um público estimado de 50.000 pessoas.
PRÊMIO AÇORIANOS DE TEATRO E DANÇA E TIBICUERA DE TEATRO INFANTIL: Prêmio das artes cênicas da cidade de Porto Alegre que desde 2009, com a conquista de parcerias com empresas privadas, aumentou o valor da premiação para R$10.000,00 para melhor espetáculo de teatro, dança e teatro infantil, e R$1.500,00 para as categorias direção, ator, atriz, coreografia, bailarino e bailarina. Esse ano o Prêmio contou com o patrocínio da CAIXA. A cerimônia de indicações foi realizada no dia 05 com show de FRUET E OS COZINHEIROS e de premiação no dia 16 de dezembro com apresentação dirigida por Daniel Colin e o GRUPO DE TEATRO SARCÁUSTICO. O prêmio mobiliza grande parte da classe artística da cidade, tendo envolvido na sua produção cerca de 120 profissionais da área. Além disso, o projeto envolveu cerca de 570 artistas, que trabalharam ao longo do ano nas produções dos espetáculos concorrentes. Os vencedores da categoria de melhor espetáculo esse ano foram: A Tecelã, A Cão Fusão e Solo em Água Fervente.
PRÊMIO MAIS TEATRO REVELAÇÃO. Prêmio criado em 2011 que busca premiar os talentos revelados pelos projetos Novas Caras e Teatro Aberto, nas categorias espetáculo, direção, ator e atriz. O vencedor de melhor espetáculo foi Noite de Walpurgis.
PRÊMIO CONCURSO DE MONTAGEM TEATRAL PARA NOVOS DIRETORES – Edição Heiner Müller Lançado em novembro de 2010 O projeto, em parceria com o Instituto Goethe de Porto Alegre, premiou com R$15.000,00 o projeto de montagem para o espetáculo Descrição de uma imagem de Heiner Muller que teve direção de JULIA RODRIGUES. O espetáculo estreou em abril de 2011.
PRÊMIO CARLOS CARVALHO-AUXÍLIO MONTAGEM/ Janeiro de 2011 Prêmio de R$ 20.000,00 criado para os diretores interessados em criar um novo espetáculo, através da escolha de um dos 21 textos premiados no Concurso Nacional de Dramaturgia /Prêmio Carlos Carvalho. O vencedor foi a proposta de montagem do texto teatral “Cara a Tapa” de Vinícius Meneguzzi com direção de João Pedro Madureira.
PRÊMIO IVO BENDER - BOLSA DE ESTÍMULO À CRIAÇÃO DRAMATÚRGICA/Julho de 2011 Esse prêmio, em parceria com o Instituto Goethe de Porto Alegre, oferece R$10.000,00 para interessados em desenvolver um projeto dramatúrgico, e ainda uma Bolsa para estudos na Alemanha, de um mês. O vencedor foi Fernando Kike Barbosa que neste momento está em Berlin.
PUBLICAÇÕES: PRÊMIO CARLOS CARVALHO: A publicação reúne os textos vencedores do Concurso Nacional de Dramaturgia Prêmio Carlos carvalho. Em 2011 foi lançado o livro da 7ª edição.
CONCURSOS: LEI DE FOMENTO AO TRABALHO CONTINUADO EM ARTES CÊNICAS Criada no ano de 2010, busca apoiar a manutenção e criação de projetos de trabalho continuado de pesquisa e produção na área de artes cênicas. Neste ano, o vencedor foi a Cia Stravaganza, que receberá a quantia de R$100.000,00 para manutenção do grupo e realização do projeto em 2012.
ARRUMANDO A CASA 2011 acontecido em julho de 2011. O Concurso selecionou grupos de circo, teatro e dança da cidade de Porto Alegre que invetiram em equipamentos para suas sedes. Foram beneficiados 4 grupos com prêmios no valor de R$10.000,00: Casa de Teatro, Teatro Novo, Terreira da Tribo e Teatro Escola de Porto Alegre.
OFICINAS: Foram realizadas as seguintes oficinas: ACONTECEU EM PORTO ALEGRE com Dedy Ricardo, de 02 de maio a 13 de junho. O JOGO DO FAZ DE CONTA com Mariane Sobrosa de 02 de maio a 13 de junho. SENSIBILIZAÇÃO E DRAMATIZAÇÃO com Nena Ainhoren de 02 de maio a 13 de junho. TEATRO E LUDICIDADE com Kalisy Cabeda de 02 de maio a 13 de junho TREINAMENTO DO CORPO DECIDIDO com Roberto Oliveira de 02 de maio a 13 de junho; AS REGRAS DO JOGO: O DELICADO EQUILÍBRIO DA CONTRACENAÇÃO Com Maria Helena Lopes de 11 a 22 de julho, OFICINA DE DIREÇÃO Com Luiz Paulo Vasconcellos 17 de outubro a 20 de novembro O CORPO MUSICAL NO TEATRO Com Jean-Jacques Lemêtre de 12 à 15 de dezembro WORKSHOP NOVOS JURADOS com Clóvis Massa. O workshop buscou preparar novos integrantes da Comissão do Prêmio Revelação Mais Teatro, que avaliaram os espetáculos selecionados para o projeto Novas Caras e o projeto Teatro Aberto.
SEMINÁRIOS E HOMENAGENS: SEMANA IVO BENDER 24 a 29 de maio. Uma semana de leituras dramáticas: espetáculos e exposição em homenagem aos 50 anos do dramaturgo (veja detalhes no blog: maisteatro.blogspot.com). SESSÃO DA CLASSE:O Projeto busca resgatar um espaço para que a classe artística possa debater assuntos de interesse na área das artes cênicas/ Ser ou não ser sucesso, eis a questão!14 e 15 de março de 2011 criadores do teatro e da dança gaúchos estiveram reunidos na primeira edição do projeto, com curadoria de Renato Mendonça./ Memória do Efêmero 16 de junho de 2011Como o espetáculo permanece na história?Cinco pesquisadores das Artes Cênicas e da História mostram diferentes formas de reconstituir a memória do efêmero de um espetáculo. Os vestígios na memória dos artistas e dos espectadores, nos registros em vídeo ou ainda relacionados ao espaço no qual ele ocorre.Dramaturgia 29 de agosto Quais os diferentes caminhos pelos quais se elabora um texto? Qual o trânsito entre os ensaios e a construção do texto? Por onde se começa? Como é quando a criação do texto se dá a partir de improvisações dos atores?
EXPOSIÇÕES: A CAC apóia exposições ligadas as artes cênicas que aconteceram no Centro Municipal de Cultura/ CACÁ CORREA de 15 a 23 de março de 2011 Homenagem a Cacá Corrêa, artista plástico, ator, diretor, cenógrafo e figurinista gaúcho, falecido em 24 de dezembro de 2010. TEATRO DE RUA DE PORTO ALEGRE Abril de 2011- Exposição das fotos do 2º Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre IVO BENDER – O SENHOR DAS LETRAS de 15 a 23 de março de 2011Homenagem aos 75 anos de vida e 50 anos de teatro do dramaturgo Ivo Bender.
PROJETOS PONTUAIS HOMENAGEM AO DIA DA MULHER 11 e 12 e 13 de março de 2011 A programação incluiu o bate papo Kahlo e a Percepção do Feminino e depois apresentações do espetáculo Frida Kahlo, à Revolução!
DIA INTERNACIONAL DO TEATRO – FARRA DE TEATRO Março de 2011 Para comemorar o dia internacional de teatro, a CAC oferece ao público da cidade apresentações gratuitas de algum espetáculo de teatro. Em 2011, foi a vez do público conferir a peça DENTRO-FORA. Além disso, apóia a Farra de Teatro junto à Usina do Gasômetro.
ENTRENÓS – curta metragem documental Lançamento: dia 07 de setembro Documentário realizado pela CAC em parceria com a Bactéria Filmes, o curta homenageia o dramaturgo Ivo Bender. APOIO A PROJETOS E GRUPOS DE TEATRO/ VI FESTIVAL PALCO GIRATÓRIO Maio de 2011/ FESTIVAL PORTO ALEGRE EM CENA/ setembro de 2011 ENCONTRO DE MATRIZ AFRICANA Dezembro de 2011

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Confira a programação dessa semana nos Palcos Municipais

JOGO DA MEMÓRIA
Teatro Renascença
31 de outubro e 1º de novembro
Sábado e domingo às 16h

Utilizando improvisações, a companhia construiu o espetáculo através de um resgate de recordações de cada um dos integrantes do grupo. Jogo da Memória incentiva os pequenos espectadores a valorizarem a amizade, a coragem e o respeito, pelo outro e por si mesmos. Cinco amigos decidem fugir de casa e morarem juntos ao descobrirem que um deles vai mudar de cidade para acompanhar o irmão jogador de futebol. Nessa jornada em busca da liberdade, eles descobrem que crescer inevitável. Uma peça sobre amizade, que remete ao imaginário do espectador e a seus amigos de infância, apresentando referências de programas de TV e filmes populares dos anos 1980.
Direção: Daniel Colin
Elenco: Daniel Colin, Felipe Vieira de Galisteo, Guadalupe Casal, Rossendo Rodrigues, Ricardo Zigomático
Ingressos: R$ 15,00 (Descontos para Clube do Assinante ZH, estudantes, idosos e classe artística).

DEZ (QUASE) AMORES
Teatro Renascença
30 e 31 de outubro, 1º de novembro
sexta e sábado às 21h e domingo às 20h

A comédia é baseada no livro de Claudia Tajes. A adaptação do livro foi feita pelo diretor Bob Bahlis, assim como no livro, traz Maria Ana, personagem central, que sem pudor e bastante humor, percorre as vielas de amores absurdos, vivendo-os como se o amor fosse pra sempre, esquecendo muitas vezes, que o pra sempre, sempre acaba. Mas quando acaba, o coração partido de Maria Ana, regenera-se rapidamente.
A peça mostra esses encontros e desencontros, vividos na infância, adolescência, amadurecimento e (quase) maturidade de Maria Ana. É o amor visto pelo lado feminino, sem água e sem açúcar, mas com a malícia que um retrato da mulher livre contemporânea requer.
Direção: Bob Bahlis
Elenco: Rafaela Cassol, Beto Mônaco, Claudia Meneghetti, Marcelo Naz, Fabio Monteiro e Gerson de Oliveira.
Ingresso: R$ 20,00 (50% desconto para estudantes, terceira idade e clube do assinante Zh).

CHAPEUZINHO AMARELO
Sala Álvaro Moreyra
30 de outubro e 1º de novembro
sábado e domingo às 11h e às 16h

Escrita por Artur José Pinto, a peça é uma adaptação da obra de Chico Buarque de Hollanda (escrita em 1979), com direção de Paulo Guerra. Chapeuzinho Amarelo conta as aventuras de uma menina que tem medo de tudo, porque ficou sabendo que tinha um lobo no outro lado do mundo. Chapeuzinho é filha única e quando seus amigos ficam a par do seu medo, passam a amedrontá-la ainda mais. Dizem que uma lagartixa, na verdade, é um dragão e por aí vai a brincadeira.
Direção: Paulo Guerra
Elenco: Denis Gosch, Fernanda Petit e Thiago Prade
Ingressos: R$ 15,00 ( 50% de desconto, no mês de outubro, para sócios do Clube do Assinante ZH + 01 acompanhante (R$ 7,50), bem como Melhor Idade.

VESTIDA DO AVESSO
Sala Álvaro Moreyra
30 e 31 de outubro e 1º de novembro
sexta e sábado às 21h e domingo às 20h

O espetáculo Vestida do avesso conta a história de Berna Herculine, um professor transexual que aproveita uma reunião com os pais de seus alunos para desenvolver um ritual de passagem em busca de sua própria identidade, e é desenvolvido a partir do olhar diferenciado de uma transexual que sentiu na pele os preconceitos, os sonhos e as fantasias de uma nova vida após fazer uma cirurgia de troca de sexo.
Texto, direção, concepção e interpretação de Pedro Delgado
Ingressos: R$15,00 (desconto de 50% para idosos, estudantes, professores e classe artística)

QUEM TEM MEDO DE VIRGÍNIA WOLFF?
Sala Álvaro Moreyra
PROJETO TEATRO ABERTO – ENTRADA FRANCA
02 de novembro
terça às 20h

George é um professor universitário de história; Marta, sua esposa, é a filha do reitor da universidade. O casal de meia-idade, cuja relação é repleta de acusações e ressentimentos, recebe a visita de Nick, jovem professor de biologia, e Benzinho, sua esposa. Á medida que a madrugada avança, as tensões emocionais e psicológicas entre os quatro personagens tornam a verdade algo inevitável e deprimente.
Texto: Albert Albee
Grupo: Pindaibanos De Pano
Direção: Eva Mendes
Elenco: Karine de Bacco, Marcelo Pinheiro, Alexandre Antunes e Tefa Polidoro

FILHOTE DE CRUZ CREDO
Teatro de Câmara Túlio Piva
30 de outubro e 1º de novembro
sábado e domingo às 11h e às 16h

Esta peça nos faz conhecer um pouco mais sobre o bullying, uma prática quase invisível aos olhos dos adultos, pois quando praticado pelas crianças é às escondidas. Assim como no livro, a peça Filhote de Cruz Credo mostra a história quase autobiográfica de Fabrício Carpinejar e de tantas outras pessoas, que quando crianças, tiveram vergonha de um apelido.
Para evitar chacotas, Fabrício preferia ficar desenhando sozinho durante o recreio na sala de aula. Essa implicância comum entre as crianças é narrada com humor, sem, no entanto, maquiar a angústia que ela causa.
Direção: Bob Bahlis
Elenco: Guto Szuster, Laura Medina, Daniele Fogliatto, Marcelo Naz e Rafaela Cassol
Ingressos: R$15,00 (desconto de 50% para idosos e clube do assinantes ZH)

DRAMEN DES ALLTAGS
Teatro de Câmara Túlio Piva
PROJETO NOVAS CARAS- ENTRADA FRANCA
03 de outubro
quarta às 20h – retirada de senhas a partir das 19h

Um apanhado poético de situações corriqueiras e constantes das fases da vida – e da condição humana ocidental, brasileira – com uma proposta de criação de sons e imagens a partir da utilização do corpo individual e coletivo.
Direção: Desiree Pessoa
Elenco: Cristiana Rieffel, Fabiana Montin, Bruno Fernandes, Thiago Oliveira, Clau Fertsch, Anelise Ribeiro, Andiara Moraes, Pablo Corroche, Aninha Feijó, Bia Severo, Barbara Amaral, Rogério de Almeida e Cecília Suñe

DENTROFORA







Teatro de Câmara Túlio Piva
30 e 31 de outubro, 1º de novembro
sexta e sábado às 21h, domingo às 20h
A peça DentroFora é uma releitura de uma das mais famosas obras de Samuel Beckett, Dias Felizes. Exatamente como O Gordo e o Magro vão para o Céu, inspirado em Esperando Godot. O espetáculo é uma metáfora sobre o ser humano contemporâneo.
Na trama, de dois personagens, chamados apenas de o homem e a mulher, se encontram presos dentro de duas caixas, cada um em uma. Eles resolvem pensar na sua nova condição e relembrar fatos desuas vidas. A peça explicita a imobilidade do ser humano perante a vida cotidiana, a partir de ações interiores dos personagens.
Direção: Carlos Ramiro Fensterseifer
Elenco: Liane Venturella e Nelson Diniz
Ingressos: R$15,00, desconto de 50% para idosos e estudantes

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Teatro com entrada franca para as crianças!



I MOSTRA MUNICIPAL DE TEATRO INFANTIL
dias 10 e 11 de outubro



Espetáculos com entrada franca!
Oficinas de arte gratuitas!


Sábado e domingo, às 11h e às 16h

Distribuição de senhas 1h antes no local do espetáculo




ESPETÁCULOS:


JOGO DA MEMÓRIA
no Teatro Renascença


Utilizando improvisações, a companhia construiu o espetáculo através de um resgate de recordações de cada um dos integrantes do grupo. Jogo da Memória incentiva os pequenos espectadores a valorizarem a amizade, a coragem e o respeito, pelo outro e por si mesmos.


Cinco amigos decidem fugir de casa e morarem juntos ao descobrirem que um deles vai mudar de cidade para acompanhar o irmão jogador de futebol. Nessa jornada em busca da liberdade, eles descobrem que crescer inevitável. Uma peça sobre amizade, que remete ao imaginário do espectador e a seus amigos de infância, apresentando referências de programas de TV e filmes populares dos anos 1980.



CHAPEUZINHO AMARELO
na Sala Álvaro Moreyra


Escrita por Artur José Pinto, a peça é uma adaptação da obra de Chico Buarque de Hollanda (escrita em 1979), com direção de Paulo Guerra.


Chapeuzinho Amarelo conta as aventuras de uma menina que tem medo de tudo, porque ficou sabendo que tinha um lobo no outro lado do mundo. Chapeuzinho é filha única e quando seus amigos ficam a par do seu medo, passam a amedrontá-la ainda mais. Dizem que uma lagartixa, na verdade, é um dragão e por aí vai a brincadeira.



FILHOTE DE CRUZ CREDO
no Teatro de Câmara Túlio Piva

Esta peça nos faz conhecer um pouco mais sobre o bullying, uma prática quase invisível aos olhos dos adultos, pois quando praticado pelas crianças é às escondidas.Assim como no livro, a peça Filhote de Cruz Credo mostra a história quase autobiográfica de Fabrício Carpinejar e de tantas outras pessoas, que quando criança,tiveram vergonha de um apelido.
Para evitar chacotas, Fabrício preferia ficar desenhando sozinho durante o recreio na sala de aula.Essa implicância comum entre as crianças é narrada com humor, sem,no entanto maquiar a angústia que ela causa.






OFICINAS:



Oficina de Argila - Para crianças de qualquer idade
Centro Municipal de Cultura - (Av. Erico Veríssimo, 307- f: 3289 8066)
Data: 10 de outubro (sábado), a partir das 15h


Oficina de Carimbos - Para crianças de qualquer idade
Centro Municipal de Cultura - (Av. Erico Veríssimo, 307- f: 3289 8066)
Data: 10 de outubro (sábado), a partir das 15h


Oficina de Papel Reciclado - Para crianças a partir de 9 anos
Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575 - f: 3289 8093)
Data: 10 de outubro (sábado) a partir das 15h