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segunda-feira, 22 de julho de 2013

MOSTRA EM HOMENAGEM AO ATOR WALMOR CHAGAS

Dentro da programação da 8ª edição do Festival de Inverno da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove entre os dias 23 e 28 de julho uma mostra em homenagem ao ator gaúcho Walmor Chagas, morto em janeiro deste ano.

Profissional que fez história no teatro, no cinema e na televisão brasileira, Walmor Chagas nasceu em 28 de agosto de 1930, em Porto Alegre, onde deu seus primeiros passos na carreira artística junto ao grupo de teatro do Colégio Júlio de Castilhos. Aos 18 anos, já integrava o elenco de Antígona, montagem do Teatro do Estudante do Rio Grande do Sul, cuja estreia aconteceu em agosto de 1948, no Theatro São Pedro. Decidido a dedicar-se inteiramente à atuação, Chagas transferiu-se para São Paulo em 1953, onde em pouco tempo seria contratado pelo célebre TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, a principal companhia teatral da época. Casou-se com a atriz Cacilda Becker, a maior estrela do TBC, ao lado de quem atuou em vários espetáculos, e fez sua estreia no cinema em 1965, na obra-prima São Paulo S.A., de Luiz Sérgio Person. Na televisão, participou de grandes sucessos como as novelas Beto Rockfeller, Locomotivas, Coração Alado e Vereda Tropical e as minisséries Avenida Paulista e Os Maias.
A programação em homenagem a Walmor Chagas, proposta pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, inclui a exibição de alguns dos principais filmes de Walmor, como os clássicos São Paulo S.A., de Luiz Sérgio Person, e Xica da Silva, de Cacá Diegues, além de dois filmes recentes protagonizados por Walmor no Rio Grande do Sul, o longa Valsa para Bruno Stein, de Paulo Nascimento, e o curta Mapa Mundi, de Pedro Zimmermann.

O coquetel de abertura da Mostra Walmor Chagas será no dia 23 de julho, às 19h, com uma sessão de autógrafos do livro Walmor Chagas – Ensaio Aberto para um Homem Indignado, de Djalma Limongi Batista (lançado pela Imprensa Oficial de São Paulo), seguida pela exibição do documentário biográfico Autovideografia, que Limongi Batista dedicou a Walmor. Cineasta amazonense radicado em São Paulo, Djalma Limongi Batista também dirigiu o ator em um de seus maiores sucessos no cinema, o longa Asa Branca, um Sonho Brasileiro, lançado em 1981, também presente na mostra. O cineasta virá especialmente a Porto Alegre para participar desta homenagem a Walmor Chagas. Seu documentário Autovideografia, que realizou a pedido do próprio Walmor, inclui inúmeras sequências em Porto Alegre e também no Festival de Gramado, e conta com a participação de personalidades como Paulo Autran, José Lewgoy, Paulo Hecker Filho e Eva Sopher.
Toda a programação da Mostra Walmor Chagas é aberta ao público e tem entrada franca.



GRADE DE HORÁRIOS
23 de julho (terça-feira)
19:00 – Coquetel de abertura da mostra, com sessão de autógrafos do livro
Walmor Chagas – Ensaio Aberto para um Homem Indignado
e exibição do documentário Autovideografia, ambos de Djalma Limongi Batista

24 de julho (quarta-feira)
15:00 – São Paulo S. A.
17:00 – Asa Branca, um Sonho Brasileiro

25 de julho (quinta-feira)
15:00 – Beijo 2348/72
17:00 – Mapa Mundi + Valsa para Bruno Stein
19:00 – Cara ou Coroa

26 de julho (sexta-feira)
15:00 – Xica da Silva
17:00 – Cara ou Coroa
19:00 – Luz del Fuego

27 de julho (sábado)
15:00 – Autovideografia
17:00 – São Paulo S.A.
19:00 – Xica da Silva

28 de julho (domingo)
15:00 – Beijo 2348/72
17:00 – Mapa Mundi + Valsa para Bruno Stein
19:00 – Asa Branca, um Sonho Brasileiro
 
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ronald Radde - Prêmio Joaquim Felizardo


Ronald Radde
é a personalidade de Teatro de 2012 no Prêmio Joaquim Felizardo


Ronald Radde nasceu em Cambará do Sul em 1944. Fundou com o pai e amigos em 68 a Cia. Teatro Novo, cujas montagens sofreram censura e foram apresentadas clandestinamente. Em 75, criou o projeto A Escola Vai ao Teatro. Além a direção de espetáculos de teatro passou também a gerenciar a atividade e entre 91 e 94, dirigiu o Instituto Estadual de Artes Cênicas (IEACen). Em 2001, inaugurou o espaço próprio da Cia. Teatro Novo – o Teatro Novo DC – Sala Carmem Silva. Em 2005, foi o homenageado do 12º Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena. Em 2010, foi agraciado com os prêmios Líderes e Vencedores – Categoria Expressão Cultural, promovido pela Federasul e Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, e o Prêmio Sustentabilidade Ambiental, realizado pelo Instituto Latino Americano de Proteção Ambiental Borboleta Azul. Dirigiu mais de 150 espetáculos adultos e infantis. Seus textos Transe, Apaga a luz e faz de conta que estamos bêbados, e B... em cadeira de rodas foram montados em várias cidades do Brasil e do exterior. Em 2011, a Cia. Teatro Novo completou 43 anos, tendo montado mais de 130 espetáculos e sido assistido por mais de dois milhões de espectadores.

Saiba mais AQUI sobre a Cia Teatro Novo.

Saiba mais AQUI sobre esta edição do Prêmio Joaquim Felizardo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Homenagens nos Prêmios Açorianos e Tibicuera!

Na cerimônia de entrega do Prêmio Açorianos de Teatro e Dança e Tibicuera de Teatro Infantil 2011, que acontece nessa sexta feira, dia 16 às 20h no Teatro Renascença, serão homenageados grandes nomes do teatro gaúcho, que infelizmente deixaram a cena esse ano.

A coreógrafa Carlota Albuquerque dirigirá uma performance em homenagem ao iluminador João Acir. Carlos Cachoeira, músico do grupo Tambo do Bando conduzirá uma homenagem ao ator e diretor Marcos Barreto. O bailarino Alexandre Rittmann preparou um duo em homenagem ao jornalista Hélio Barcellos Jr.

Saiba mais sobre os homenageados:

Marcos Barreto
Marcos Barreto foi ator de teatro, novelas e cinema, e também. Participou de várias novelas, e esteve no elenco da série A Casa das Sete Mulheres. Integrou o elenco de vários espetáculos de Gerald Thomas, entre eles Carmen com Filtro. Na década de 90, retornou a Porto Alegre onde dirigiu seu primeiro espetáculo: Lovemember. Já no cinema, esteve no elenco de vários filmes e seu mais recente trabalho foi em O Carteiro, dirigido por Reginaldo Faria. Em 2011, havia retornado a Porto Alegre onde assumiu a direção da Casa de Cultura Mário Quintana.

Hélio Barcellos Jr
Hélio era jornalista de cultura do Jornal do Comércio, desde 1996, sendo um importante divulgador das Artes Cênicas de Porto Alegre. Foi também ator e autor de teatro. Um dos mais recentes trabalhos do jornalista foi a produção do livro Sandra Dani — Memórias de uma Grande Atriz



João Acir
Iluminador e cenotécnico. Destaca-se no panorama do teatro gaúcho, a partir da década de 1950, pelo conhecimento técnico e pela qualidade artística de seu trabalho. No início da década de 1950, começou a trabalhar como técnico auxiliar de iluminação no Theatro São Pedro, onde conviveu com alguns dos ícones do teatro brasileiro. Entre 1967 e 1971, excursionou pelo Brasil com a Companhia Paulo Autran. Prestava assessoria técnica para vários teatros, tanto no Rio Grande do Sul como em outros Estados do Brasil. Paralelamente às atividades de iluminador e cenotécnico em teatro, especializou-se na criação de luz para espetáculos de dança, tanto de balé clássico quanto de dança contemporânea. Em 1993, recebeu o Prêmio Qorpo Santo, da Câmara Municipal de Porto Alegre. Integrou a comissão fundadora do Porto Alegre em Cena, festival de teatro patrocinado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre.



terça-feira, 20 de outubro de 2009

VERA Karam por VERA K.



Leia até o final. Poderá lhe ser útil:
VERA KARAM, também desconhecida como VERA K, é natural de Pelotas embora seja difícil de acreditar que uma pessoa nascida em Pelotas seja “natural”.
É professora de inglês, eterna estudante de letras e ex atriz, tendo largado a carreira, por razões obscuras, no auge do anonimato. Avisa aos estudiosos de sua obra que esta pode ser dividida em A.O. e D.O. (Antes da Oficina e Depois da Oficina).
Adora cantoras de blues; é apaixonada por Eugene O’Neill e fã incondicional de Ligia Fagundes Telles.
Não menciona idade, mas deixou escapar que lembra da revolução de 64: da Casa Louro, da revista “escrita” e freqüentou os resquícios da “esquina maldita”.
Adora pimenta, sabe de cor “...E o Vento Levou” e leu “A Convidada” sete vezes. Tem o estranho hábito de falar de trás para diante.
Aceita críticas, mas só pelo correio e acompanhada de fotos 3x4.
AJESED A SODOT AMU AOB ARUTIEL

Vera K.

Hoje: Semana Vera Karam


Clique na imagem e confira a programação de hoje!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SEMANA DE HOMENAGEM A VERA KARAM


Uma homenagem a VERA KARAM por ZECA KIECHALOSKI


MEMORY

Eu tenho uma péssima memória. Conheci Vera Karam, eu acho, lá pelos idos de 1978, no Teatro de Arena, em um curso de improvisação ministrado pelo Luciano Alabarse. A primeira coisa que me chamou a atenção foram seu sapatos. Eram azuis, de bailarina, com tiras que iam se enroscando pelas panturrilhas até o joelho. Ela os adorava. José Gonçalves, o Gonça, adorava dizer que eram sapatos diabólicos. Depois da primeira catastrófica aula, ofereci carona para levá-la em casa. No trajeto conversamos como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Ficamos amigos definitivos naquela noite, já que ao se despedir fui convidado para almoçar no Domingo seguinte.
Eu tenho uma péssima memória. Do grupo de improvisação, que depois viraria “ Grêmio Dramático Açores “, também fazia parte Mauro Soares. Viramos um trio. Fazíamos quase tudo juntos. Ríamos de tudo. Vera tinha um senso de humor incomum. Uma vez quase fomos expulsos do cinema Astor porque tivemos um ataque de riso por causa de uma bobagem acontecida no filme “ A garota do adeus “. Nossas gargalhadas eram sempre fora de hora. Só achávamos graça naquilo que os outros não. De preferência, besteiras. Coisas que nos lembravam outras, que remetiam a outras, e assim por diante. E uma risada engrenava em outra, até pararmos exaustos ou obrigados pelas circunstâncias.

Eu tenho uma péssima memória. Almocei durante anos, todos os domingos, na casa dos Karam, como se dizia na época. Os almoços de Nilo e Margôt eram famosos. Divertidos, opulentos e saborosos. Toca, Lelo e Cau, irmãos da Vera também alimentavam um senso de humor e uma necessidade de conhecimento que eu não conhecia ainda. Lá, fui apresentado a várias coisas que me acompanham até hoje. Escritores malditos, músicos alternativos, artistas desconhecidos, mas, principalmente, um senso de liberdade de expressão único. Falava-se de tudo, na frente de todo mundo, qualquer assunto. Já naquela época, não existiam tabus na casa dos Karam.
Eu tenho uma péssima memória. Vera não. Sua memória era prodigiosa. Quando eu precisava mandar currículo para qualquer trabalho, era ela quem me passava por telefone. Vera dizia sempre que Ter uma memória daquelas não era uma qualidade, e sim uma maldição. Se lembrava até das coisas que não queria. Era de uma inteligência brilhante. Sagaz, irônica, mordaz. Falava de trás para frente. Ficávamos horas vendo como cada palavra soava desta forma. Trocávamos conhecimento. Vera me ensinou a gostar de Arrigo Barnabé. Eu a obriguei a gostar de Elis Regina. Todos os discos da Elis que Vera tinha, fui eu quem deu. Me lembro perfeitamente do dia em que ela, extenuada, confessou que tinha chorado ouvindo Elis cantar “ Cadeira vazia “. Pronto, eu havia arrebanhado mais uma fã. Vera me soterrou de livros de Silvia Plat, até conseguir fazer eu dizer que gostava. E assim foi também com Dóris Lessing ( ela odiava quando eu dizia que Dóris escrevia como homem ), Kurt Vonegutt Júnior, Tenesse Wiliams e tantos outros. Mas, eu tenho uma péssima memória.
Adorávamos São Paulo. Quando Vera morou lá, passeávamos pela Paulista de ponta a ponta, resolvendo os problemas do mundo. Jantávamos fora toda noite, de preferência em cantinas italianas. Uma vez, no “ Orvietto “, sentamos ao lado de Hebe Camargo e da minha ídola Nair Bello. Quase não comemos. Ficamos todo o tempo prestando atenção, para ver se ouvíamos fios de conversa. Certa vez, ao viajar de trem pela Itália, desci em Orvietto, só para tirar uma fotografia na praça da cidade e mandar para ela. Bobagens que só nós entendíamos.
Quando Vera decidiu ser escritora, para mim não foi surpresa. Suas cartas eram literatura. Vera as escrevia com tanto carinho, como fez com seus textos. E, irreversivelmente, à mão. A surpresa foi saber que ela era muito melhor do que eu imaginava. Há uns seis anos atrás, convidei Vera para ir passar um mês comigo em Florianópolis ( ela adorava praia ) em uma casa que eu havia alugado. Adorou o convite, mas disse que não poderia porque não andava se sentindo muito bem e precisava ficar em Porto Alegre fazendo uns exames médicos. A partir daí eu entendi o significado do seu sapato de bailarina. Vera transformou-se, além de uma excelente escritora, em uma dançarina na vida. Às vezes dava belos saltos, em outras ficava quieta em seu solitário solo. E, não raras vezes, brilhava em um “ pas de deux “ com Paulo Albuquerque. Mas, nunca deixou de dançar.
Eu tenho uma péssima memória. Que chato. Agora vou Ter que me concentrar muito para não esquecer de nada do que aconteceu a partir do dia 01 de janeiro de 2003, para lhe contar quando nos encontrarmos novamente. Mas ela merece.

ZECA KIECHALOSKI

Programação de hoje: Vera Karam - uma paixão no palco

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SEMANA VERA KARAM

A boca: sempre vermelha.
A língua: sempre afiada. Veludo veloz.


PROGRAMAÇÃO:

19 a 22 de outubro - Sala Álvaro Moreyra
Espetáculo, leituras de textos e
mesas redondas sobre vida e obra de Vera Karam.

de 19 de outubro a 16 de novembro - Saguão do Centro Municipal de Cultura
Exposição

dia 19/10 - 19h30
LEITURAS
• Visita à vovó - conto interpretada por Raquel Pilger.
• A florista e o visitante - texto dramático com Carlos Cunha Filho e Laura Backes.
Ambos dirigidos por Fernando Ochôa
MESA REDONDA
• Narrativas curtas - com o professor e escritor Luiz Antônio de Assis Brasil
• Dramaturgia – com o diretor Decio Antunes

dia 20/10 - 19h30
LEITURA

• O casal ou você nunca disse que me amava - texto dramático com direção de
Marcelo Adams. No elenco, o diretor e Margarida Leoni Peixoto.
MESA REDONDA
• A obra e a convivência pessoal com a autora - com o diretor Luciano Alabarse

dia 21/10 - 19h30
LEITURAS

• Dá licença, por favor? - texto dramático com Lurdes Eloy e Carlos Cunha Filho e
direção de Decio Antunes.
• Quem sabe a gente continua amanhã? – texto dramático com direção de
Maurício Guzinski, com as atrizes Clarice Nejar, Giovana Zottis e Mariana Vellinho,
do Grupo Experimental de Teatro da CAC/SMC.

dia 22/10 - 19h30
• Maldito coração, me alegra que tu sofras - Apresentação do espetáculo dirigido
por Mauro Soares e interpretado por Ida Celina, já há muitos anos em cartaz.